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quarta-feira, 4 de abril de 2012

TRABALHAR DISCIPLINA DE HISTÓRIA NAS SÉRIES INICIAIS

Olá pessoal, boa noite!! Pensando na aula de História como ferramenta significativa de aprendizagem para o aluno, vou postar um pequeno trecho do meu trabalho de conclusão de curso de Pedagogia (TCC) abordando o ensino de História nas séries iniciais.
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Atualmente vivemos em um mundo no qual os recursos tecnológicos surgem a todo o momento, atrelados a informações por diferentes linguagens como: rádio, televisão, cd’s, jornais, revistas e internet.  Através destes recursos tecnológicos, adolescentes, adultos e crianças presenciam e convivem com as constantes mudanças sociais, apresentadas especialmente pelo uso destes recursos. Este ritmo acelerado de mudanças e informações favorecem a sensação de presenteísmo, especialmente entre os jovens, em que:

[...] à medida que a sociedade consumista tem se estruturado sob a égide do mundo tecnológico, responsável por ritmos de mudanças acelerados, fazendo com que tudo rapidamente se transforme em passado, não um passado saudosista ou como memória individual ou coletiva, mas simplesmente um passado ultrapassado. Trata-se de gerações que vivem o presenteísmo de forma intensa, sem perceber liames com o passado e que possuem vagas perspectivas em relação ao futuro pelas necessidades impostas pela sociedade de consumo que transforma tudo, incluindo o saber escolar em mercadoria. (BITTENCOURT, 2005, p.14)

                            Perante a tais mudanças, é fato que a sala de aula e o próprio ambiente escolar sofrem influência dessas mudanças. Atualmente nas salas de aula ainda é comum encontrar uma prática educacional acrítica quanto ao ensino e aprendizagem de História, dando ênfase para a reprodução de fatos e acontecimentos limitados a datas e personagens históricos. Tal fato nos faz refletir sobre a formação dos docentes dos anos iniciais perante essa área de conhecimento, pois a forma como concebem esse campo de conhecimento interfere diretamente em suas práticas pedagógicas no cotidiano escolar.     
            Ao visarmos uma aprendizagem histórica por parte do aluno, focando-nos na compreensão de que os mesmo sofrem influência do mundo que os cerca, devemos considerar a História, segundo Fonseca (2009, p.50) como “[...] uma prática social, construída na vida real por homens e mulheres”, formada por acontecimentos reais, por conhecimentos realizados pelas pessoas, tendo como foco de estudo as “[...] diversas maneiras (de) como homens e mulheres vivem e viveram, como pensam e pensaram suas vidas e de suas sociedades, nos diferentes tempos e espaços”, Fonseca (2009, p. 51).
                            Por esse prisma a História no Ensino Fundamental tem por objetivo conduzir o aluno à reflexão e análise para uma melhor compreensão da realidade que o cerca. Com o entendimento adquirido nas aulas de História os alunos serão capazes de agir por si próprios no meio em que atuam, valendo de suas opiniões, indagações e pontos de vista.
            Dessa maneira, fazem-se necessárias aulas de história mais críticas, não se pautando em práticas de transmissões ou repetições de conteúdos, mas sim, considerando o saber histórico dos discentes no processo de ensino e aprendizagem, em especial pelo fato de estarmos imersos em um mundo globalizado, no qual as crianças a todo o momento recebem informações, que repercutem no próprio conhecimento histórico que estão construindo. (CAINELLI E SANCHES, 2008).
            Durante as aulas de História, um dos maiores desafios do professor de acordo com Menezes e Silva (2007) é o de proporcionar atividades que tem como objetivos promover a reflexão sobre as diversidades de identidades assumidas pelos alunos, pois os mesmos estão inseridos em variados grupos sociais, como: o grupo familiar, escolar, de amigos... Tal situação possibilita os alunos a discernir que os acontecimentos históricos ocorridos ao longo do tempo, estão intimamente ligados a todos os homens, e que os mesmos influenciam o presente, mesmo tendo ocorrido no passado.
É preciso mostrar ao aluno que o presente não existe por si só, e sim como resultado de idéias que se somam, de valores que se multiplicam e culturas que se entrelaçam, de ideologias que se confrontam ao longo de um processo que se faz por relações interpessoais, quer na sucessividade, quer na concomitância de ações. (MENEZES e SILVA, 2007, p.221).
            A partir disso, a História se faz presente no cotidiano social, e podemos evidenciá-la por meio de registros de ações humanas como: documentos, fotografias, depoimentos, monumentos e que evidenciam o real vivido por homens e mulheres durante o tempo (FONSECA, 2009). Deste modo é necessário que o professor considere na sua prática educacional algumas evidenciais históricas descritas acima, próprios da natureza histórica. Ao inovar suas metodologias, o professor amplia as fontes didáticas, que além de enriquecer o ensino, possibilita maior participação do aluno nas aulas através de debates, confronto de visões e experiência histórica. (FONSECA, 2009).
                            É relevante considerar que o ensino de História não se remete apenas à memorização de fatos ou de informações detalhadas, ou mesmo a saudação de figuras ilustres de heróis, mais sim, compõe-se como um campo do conhecimento no qual debate, pesquisa, revela novos elementos, fontes e informações para a construção do conhecimento histórico.
                            Nessa concepção, o conteúdo histórico volta-se para contextualização, no qual o aluno pode perceber que a disciplina está presente, atuante em cada um, pois a mesma sempre fez parte da evolução humana estudando as transformações e permanências sociais no tempo. Perante tal fato, os alunos podem perceber que “[...] crianças e os professores (também) são protagonistas da história, e não meros coadjuvantes ou espectadores”. (FONSECA, 2009, p.79).
                             Deste modo, Benetti (2010, p.2) nos aponta que “o passado é o mesmo, porém a forma de compreender, organizar e interpretar os processos históricos é que mudam”, portanto a disciplina de História ocorre por processos, e estes processos necessitam de pesquisas e fontes, sendo o professor, um dos responsáveis por aguçar o interesse e a investigação por parte do discente, mostrando a eles que existem a necessidade de buscas e novas descobertas, bem como a história possui multiplicidades de olhares, sobre um mesmo acontecimento, gerando novas reflexões e opiniões, tal situação vai de encontro com a própria sociedade em que vivemos, agregada de múltiplas informações onde:

[...] somos permanentemente confrontados com diversas visões do mundo, por vezes em conflito entre si – tanto do passado como do presente – e que muitas vezes colidem também com os nossos conhecimentos, interpretações e emoções. E na História acontece o mesmo: historiadores e filósofos da História apresentam diversas narrativas e explicações dentro de diversos modelos epistemológicos, para dar sentido ao passado. (BARCA, 2007, p. 5).

Do mesmo modo Gago (2007, p. 128), nos alerta que nas aulas de história:

[...] torna-se necessário enfatizar o que existia no passado e já não se possui, bem como propor exercícios de comparação entre realidades passadas mais próximas da que se tenta compreender ou mesmo realidades contemporâneas e entre si diversas.

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